29 Julho 2011

Permitam-me dar um conselho de gestão

Quando tiverem contas para pagar, daquelas que fazem doer a bolsa e a alma, aconselho o seguinte:

Passo 1 - Ligar Mp3 ou Ipod ou outra dessas coisas que debitam música.
Passo 2 - Escolher uma música alegre com algum ritmo, que vocês gostam mas que não é a vossa preferida. ( Eu opto sempre pelos hits de Verão, daqueles que aparecem e desaparecem).
Passo 3 - Entrar na onda da música até esta nos fazer abanar um pouco. (nada de danças ou imitações de bateria)
Passo 4 - Quando já estivermos na onda da música, proceder ao pagamento.

Não deixa de fazer doer mas o sofrimento é muito menor.

28 Julho 2011

Os 15 minutos de fama - uma apologia sem sucesso

Hoje mais do que nunca "os 15 minutos de fama" estão na moda. 
São videos no Youtube, blogs, concursos televisivos, castings, festas in, directos de televisão, livros "autobiográficos", entre outros.
Os individuos que procuram a fama têm ao seu dispôr um manancial de meios e formas de conseguirem obter o seu objectivo. Tanto é assim que as televisões, rádios, jornais e outros meios de comunicação social dão eco a isso mesmo. Estes conseguem transformar em noticia o último video do Youtube ou fazer concursos à medida de cativar potenciais candidatos a famosos. Trata-se de um mercado onde existe uma cada vez maior oferta para uma também cada vez maior procura.
Ninguém pode negar que os "15 minutos" sabem bem. No entanto, o problema é quando a fama que se procura está ligada a um desejo de afirmação sem conteúdo. Se perguntarem a muitos dos candidatos a famosos porque é que querem ser famosos, eles não sabem responder.

Num mundo de anónimos como aquele em que hoje vivemos, suportado na ideia de globalização, a individualidade apaga-se. Os menos fortes para resistirem à erosão da personalidade querem evidenciar-se dos outros. Querem ser reconhecidos e colocados em pedestais. Por isso temos Ladies Gagas e outros que fazem da imagem o seu ponto de força, fazem do choque a sua etiqueta e cultivam o culto da personalidade, obtendo milhares de seguidores que, por vezes, só seguem porque querem ser como o ídolo.

Ser famoso tem o reconhecimento, o sentimento de ser único, o ser um "primus inter pares", mas o problema é que os pedestais são frágeis e o resto dos individuos é muito invejoso. Para se ser famoso tem-se que ser muito forte e a maioria dos famosos são muito frágeis. 

Isto tudo porque hoje de manhã, num café, ouvi uma conversa entre duas senhoras que ocorreu mais ou menos nestes moldes: 
- Aquele que foi ao "Portugal tem talento" anda aí aos caídos!
- A sério?
- Pois! Não aguentou a fama. Estava-se mesmo a ver que não tinha capacidades. Eu já na altura dizia isso.
- Olhe que não me lembro de ter dito isso. Lembro-me que gostava muito dele.
- Eu? Não! Está a fazer confusão.



25 Julho 2011

A não esquecer #1



Não esquecer o intervalo que mora entre a realidade e os sonhos!

24 Julho 2011

Porque hoje é domingo

Feeling good - Nina Simone

20 Julho 2011

O Bê, o Pê e o Êne

O Bê, o Pê e o Êne eram amigos desde os tempos da primária. Para ser mais exacto, conheceram-se na pré-primária, aquilo que hoje se chama de pré-escolar. Continuaram amigos e colegas quando passaram para o ciclo preparatório e depois no liceu. Chegada a altura de decidir cursos e opções futuras, todos eles tomaram a mesma decisão: Gestão. Assim, e por serem alunos de médias capazes, entraram na universidade estatal que leccionava os sonhos dos três. Todos partilhavam a mesma paixão: depósitos bancários e investimentos. Quando terminaram o curso, lançaram-se no mercado de trabalho e conseguiram ser contratados pela mesma instituição bancária. Após alguns anos, e já com a experiência adquirida, resolveram apostar num desafio: a criação de um banco de investimento. Muniram-se de investidores e investimentos e edificaram um banco. Usando os truques, os atalhos e a arquitectura financeira montaram a credibilidade necessária para, anos depois, passarem ao passo seguinte: um banco de serviços globais. E assim foi, com a ajuda de mais investidores e investimentos. Como o Bê, o Pê e o Êne eram argutos conseguiram ainda o apoio incondicional dos reguladores da banca, caindo nas boas graças do pai Banco de Portugal. Sucede que, de quando em vez, eram trazidos pela malvada comunicação social, certos rumores de más contas e estranhos investimentos. O Bê, o Pê e o Êne mantinham-se altivos, rejeitando situações de desgraça ou de investimentos mal feitos. Até ao dia em que tudo se esfumou e a verdade, tal como o azeite, veio ao cimo. O Bê, o Pê e o Êne confessaram a má situação mas não as artimanhas feitas, e por isso o pai, Banco de Portugal, pediu a intervenção do irmão Estado, que era um burguês falido mas com manias de nobreza. No entanto, o Estado não tinha dinheiro para suprir todos os prejuízos, e por isso, o Bê, o Pê e o Êne estão a vender as suas coisitas.  

19 Julho 2011

O que é Bosch, é bom!

Hieronymus Bosch, (c.1450-1516), pseudónimo de Jeroen Van Aeken, pintor holandês nascido e falecido em ´s-Hertogenbosch (literalmente, A Floresta do Duque).

Da vida do pintor pouco ou nada se conhece, existindo apenas uma certa unanimidade quanto a este nunca se ter ausentado da sua cidade natal. Depois vêm as especulações com base nas interpretações das suas obras.

Há quem o aponte como um esotérico místico, referenciando o pintor desde um estudante de Alquimia até um fiel seguidor dos Cátaros; e há quem o considere um cristão devoto, que usa a pintura como mensagem moralista contra o pecado.


As Tentações de Santo Antão
Museu Nacional de Arte Antiga

A sua obra é rapidamente identificada por versar temas religiosos (Juízo Final, Paraíso, Paixão de Cristo, entre outras) mas de uma perspectiva pouco ortodoxa. Bosch é considerado como o primeiro pintor do fantástico, pois nos seus quadros, criaturas infernais, demónios e figuras híbridas moram e habitam com humanos. Muitas vezes vemos animais com cabeças de pessoas ou corpos humanos com membros de animais, além de criaturas fantásticas e infernais e ainda situações impossíveis como peixes a voar com humanos montados no seu dorso.

As obras de Bosch, além de profundamente belas, são inquietantes. Obrigam-nos a pensar e abrem as portas para várias interrogações, começando sempre com um “Mas, o que é que isto significa?”.



Volantes do Triptico
Museu Nacional de Arte Antiga

A relevância que o pintor dá ao pormenor, existindo em cada canto de um quadro um pequeno mas precioso apontamento, é a clara demonstração que estamos perante alguém que tinha intenção de transmitir, em cada pincelada, uma ideia ao espectador.

Nada foi feito por acaso, obedecendo todas as obras a uma determinada geometria. As cores usadas, as linhas de horizonte, que marcam a fronteira da terra e do céu, a hierarquia das cenas, colocadas em sequência lógica ou meramente temporal, são claras evidências de um pintor que gostava de colocar desafios a quem aprecia as suas obras.


Em Portugal, mais propriamente na sala 61 do Museu Nacional de Arte Antiga, mora uma das suas obras mais conhecidas – o belíssimo tríptico “As Tentações de Santo Antão”, que possui dois volantes de grande beleza sobre a Paixão de Cristo.




Neste momento, encontram-se em Portugal outras duas obras, que não sendo de Bosch, têm este pintor como referência (um quadro será da autoria de um aluno do pintor), servindo as mesmas para uma confrontação e estudo de Bosch. Aconselho vivamente a darem um pulinho ao Museu Nacional de Arte Antiga, na Rua das Janelas Verdes, em Lisboa, para apreciarem a exposição “Confrontos: Bosch e o seu circulo.” até 25 de Setembro. Recomendo, antes da visita (guiada ou não), que vejam o vídeo sobre Bosch que é passado no rés-do-chão perto da loja do Museu.

18 Julho 2011

Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és


Na minha mesa de cabeceira:
Ora temos um Prontuário (actualizado com o acordo ortográfico), uma "Histórica Mística de Portugal" de Pedro Silva, "A Oeste do Éden" do Harry Harrison, "Público e Privado" do Alberoni, "Trabalhar pouco e bem" de um senhor chamado Jurgen Wolff, uma "English Grammar in use", o segundo volume de "Lições de Direito de Sucessões", "The Road" do Cormac McCarthy, o "Vocação de escritor" de Thaisa Frank e Dorothy Wall, o fantástico "Histórias Extraordinárias" de Allan Edgar Poe e por fim "200 receitas de pratos italianos".


17 Julho 2011

Porque hoje é domingo


Ornatos Violeta - Capitão Romance
Album: "O monstro precisa de Amigos"

15 Julho 2011

Mais uma conversa absurda

Jorge Jesus dá uma palestra aos mais recentes reforços do Benfica – os 7 anões.
- Meus amigos, pá, vocês terem que lutar com todas as forças para ganhar ao Lobo Mau.
- Mas o Lobo mau é do Capuchinho Vermelho! – responde o Sabichão.
- Mau! Vocês querem ver que eu tenho já de pôr alguém fora do plantel? Eu é que sou o Mister! Se eu digo que é o Lobo Mau é o Lobo Mau e ponto! – Jorge Jesus masca as 4 pastilhas Gorila com mais força. – Como estava a dizer, vocês terem de lutar para ganhar ao Lobo Mau. A estratégia é a mesma que usamos contra aquela equipa com nome de mostarda, ok?
- Sim, mister - afirmam os sete anões e o restante plantel em uníssono.
- Bom! Tu Rezingão! Tu fazes uma marcação homem a homem ao árbitro, percebestes? Não largas o gajo até ele apitar qualquer coisa a nosso favor, ouvistes?
- Só a mim é que me calham estes serviços. Sempre a fazer marcação ao árbitro ou ao fiscal de linha. Sempre a mesma coisa. Sempre o mesmo. – resmunga o anão.
- Cala-te, pá! Olha que te ponho no banco com uma pinta descomunal, pá! Percebestes? Vê lá! Vais marcar o árbitro e prontos!
- Mmmmmhhh.
- Dissestes alguma coisa? Hum? Rezingão, dissestes?
- Nada. Nadinha.
- Vamos lá a ver! Eu gosto da disciplina! Só com disciplina é que vamos ser campeões, perceberam?
- Sim, mister – responderam os sete anões.
- Ora continuando. Envergonhado! Pá, sim tu! Não te escondas pá. Anda cá. Tu vais jogar ao lado do Cardozo. A linha de ataque precisa de um homem como tu. Com capacidade de se esconder na linha defensiva contrária e depois entrar a matar tipo Postiga.
- Postiga, mister? Mas esse gajo não acerta na baliza.
- Acerta, sim senhor. O gajo acerta muito nos postes e se fizeres o mesmo, o Cardozo fica a saber onde está a baliza e marca na recarga.
- Ó mister, o Dorminhoco e o Roberto estão a dormir! – diz o Miudinho.
- EH! VOCÊS! EH! TOCA A ACORDAR! – grita JJ para os dois jogadores
- Mister, mil perdones. Pensava que estava debajo de los palos. – desculpa-se o Roberto.
- Com uns palos dou-te eu se adormeces outra vez aqui ou na baliza, ouvistes?
- Si, mister.
- Bem! Vamos a ver se isto entra na linha, pá! Por falar em linha, tu Feliz vais jogar na linha perto da bancada dos adeptos que é para eles verem que há jogadores felizes no Benfica.
- Sim, mister.
- Tu, Constipado vais jogar no eixo central da defesa e na marcação ao avançado dos gajos. Marcação em cima, ouvistes? Quero aquele gajo banhado de alto a baixo com os teus espirros, percebestes?
- Aaaaaatchimmm, mister!
- Mister, com todo o respeito. – diz o Sabichão. – Não acha que temos que nos concentrar na Rainha Má?
- Rainha Má? Mas qual Rainha Má?
- A que envenena a Branca de Neve com uma maçã!
- Com uma maçã? Não me digam que é o Moutinho. Eu não posso com esse gajo, pá. Saiu do Sporting, é um traidor, um vendido, um pesatero!
- Me llama, mister? – pergunta Roberto.
- Ah! Não te chamei, pá! Vê se vais agarrar umas bolas, pá. Ó Sabichão, que é lá isso da maçã podre e da Rainha Má?
- Ó mister, a Rainha Má envenena uma maçã e depois a Branca de Neve…
- Já sei! Fica a dormir até um sapo a beijar. – intervém JJ.
- Não! – respondem os anões
- Fica com orelhas de burro? – insiste JJ.
- Não! – replicam os anões
- Mau! Transforma-se num cisne? – volta à carga o treinador.
- Não! – negam os anões.
- Olhem assim já não jogo! – e dito isto Jorge Jesus saiu do balneário.

14 Julho 2011

Imagens de um mestre

Sebastião Salgado é o melhor fotógrafo que conheço.
Consegue ir até à alma. De quem fotografa e de quem vê as imagens captadas.









"Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair."

Porque há livros que estão para além de tudo #1




"In those first years the roads were people with refugees shrouded up in their clothing. Wearing masks and googles, sitting in their rags by the side of the road like ruined aviators. Their barrows heaped with shoddy. Towing wagons or carts. Their eyes bright in their skulls. Creedless of men tottering down the causeways like migrants in a feverland. The frailty of everything revealed at last. Old and troubling issues  resolver into nothingness and night. The last instance of a thing takes the class of it. Turns out the light and is gone. Look around you. Ever is a long time. But the boy knew what he knew. That ever is no time at all."

"They passed through towns that warned people away with messages scrawled on the billboards. The billboards had been whited out with thin coats of paint in order to write on them and through the paint could be seen a pale palimpsest of advertisements for goods wich no longer existed. They sat by the side of the road and ate the last of the apples.
What is it? the man said.
Nothing.
We´ll find something to eat.We always do.
The boy didn´t answer. The man watched him.
That´s not it, is it?
It´s okay.
Tell me.
The boy looked down the road.
I want you tell me. It´s okay.
He shook his head.
Look at me, the man said.
He turned and looked. He looked like he´d been crying.
Just tell me.
We wouldn´t ever eat anybody, would we?
No. Of course not.
Even if we were starving?
We´re starving now.
You said we weren´t.
I said we weren´t dying. I didin´t say we weren´t starving.
But we wouldn´t.
No. We wouldn´t.
No matter what.
No. No matter what.
Because we´re the good guys.
Yes.
And we´re carrying the fire.
And we´re carrying the fire.Yes.
Okay."


"People were always getting ready to tomorrow. I didn´t believe in that. Tomorrow wasn´t get ready for them. It didn´t know they were there."



Cormac McCarthy, The Road

13 Julho 2011

Quem foi este gajo? (Capitulo 1)

Dou inicio a uma rubrica temática sobre personagens da História. O critério cientifico usado para a escolha das personagens é um jogo de Mikado, devidamente modificado para melhor, que é analisado depois da ingestão de dois copos de groselha da marca "Altoviso" e o consumo de 20g de amendoins torrados sem casca.

Retrato de Larrey por Anne-Louis Girodet de Roussy-Trioson
Museu do Louvre

Dominique Jean Larrey (1766-1942)
 
Médico cirurgião de Napoleão e da Guarda Imperial, obteve em 1809 o título de barão por serviços prestados. Considerado como o percursor dos hospitais de campanha militar, esteve em várias frentes de batalha até à derrota final de Napoleão em Waterloo, tendo sido um cirurgião incansável e extraordinariamente eficiente.
Inspirando-se no sistema de carroças de apoio à artilharia francesa, Larrey criou o primeiro serviço de "ambulância/maqueiros" que recolhia feridos durante as batalhas, ao contrário do sistema tradicional, no qual o auxilio era prestado depois do fim da batalha.
Larrey também procedeu à maior revolução do critério de atendimento dos feridos em teatro de guerra. A triagem dos feridos que era feita com base nas patentes militares passou a ser realizada  seguindo unicamente a prioridade de urgência com base em critérios estritamente médicos. O critério utilizado por Larrey incluía os próprios inimigos, tendo salvo a vida a muitos soldados adversários.
Na batalha de Waterloo, e quando as forças anglo-prussianas já faziam bater em retirada a Guarda Imperial Francesa, Larrey continuou a exercer as suas funções, tendo o Duque de Wellington ordenado às tropas inglesas que não disparassem sobre o cirurgião, possibilitando a fuga do mesmo e dos feridos.
No entanto, Larrey foi feito prisioneiro dos prussianos e posteriormente condenado à morte. Antes da sentença ter sido cumprida, um dos médicos prussianos identificou-o como sendo o médico que salvou a vida ao filho do general prussiano Blucher quando este foi ferido e feito prisioneiro pelos franceses. A sentença de morte foi anulada e Larrey regressou ao seu país natal tendo exercido a profissão de médico até à sua morte.
Escreveu vários livros sobre medicina geral e cirurgia que, ainda hoje, constituem uma referência citada nas escolas de medicina.

"I now first discovered the inconveniences to which we were subjected in moving our ambulances or military hospitals. The military regulations required that they should always be one league distant from the Army. The wounded were left on the field, until after the engagement, and were then collected at a convenient spot, to which the ambulances speeded as soon as possible; but the number of wagons interposed between them and the Army, and many other difficulties so retarded their progress that they never arrived in less than 24 or 36 hours, so that most of the wounded died for want of assistance...this suggested to me the idea of constructing an ambulance in such a manner that it might afford a ready conveyance for the wounded during battle. I was unable to carry my plans into execution until some time later."
(Extracto da obra "Memoirs of military surgery and campaigns of french army" Dominique Jean Larrey)


12 Julho 2011

"Heroes are something we create, something we need"



O filme de Eastwood "Flag of our fathers" vai muito além da batalha de Iwo Jima, a primeira das ilhas japonesas tomadas pelos americanos na frente Pacifico da 2ª Guerra Mundial. Esta película também vai mais além do que a famosa  fotografia de Joe Rosenthall, que deu símbolo para uma colecta de fundos para a guerra.

O filme é um hino aos homens comuns que fazem a guerra. A todos os soldados que, antes da guerra, eram individuos comuns: desde padeiros a professores; desde jovens imberbes a cidadãos de direitos limitados. Um filme que não é de guerra, apesar de tratar da guerra.
Um filme que demonstra que a dimensão solidária do Homem também se pode encontrar nos sitios mais negros da História.



James Bradley: "I finally came to the conclusion that he maybe he was right. Maybe there's no such thing as heroes. Maybe there are just people like my dad. I finally came to understand why they were so uncomfortable being called heroes. Heroes are something we create, something we need. It's a way for us to understand what's almost incomprehensible, how people could sacrifice so much for us, but for my dad and these men, the risks they took, the wounds they suffered, they did that for their buddies. They may have fought for their country but they died for their friends."

11 Julho 2011

Para ir com tudo aquilo que acabei de escrever

"Brain damage" Pink Floyd, Pulse

O ano pródigo

Ano 2011.
Já anunciei o fim deste antro. Depois regressei. Depois voltei a ausentar-me sem pré-aviso. Agora regressei.
Eu sei que pareço um iô-iô mas não sou, visto não ser tão redondo quanto um e não ter um cordel atado à minha cintura (a não ser quando faço rappel nos tribunais). 
Sou mais um boomerang.
Vou e volto, levando mais tempo e outras direcções que não só o cima-abaixo do iô-iô.
Além do mais sou adepto dos nossos amigos antípodas e vi todos os "Crocodile Dundee" (e fiquei fã da Linda Kozlowski).  

Na realidade estou a escrever um guião de telenovela e dois contos de terror, o que se reflecte na busca incessante de suspense. Ora morre, ora não morre; ora está moribundo, ora está vivinho da silva.
Promessas? Não faço.
Mas prometo estar mais por aqui, nem que seja para ir ali ao lado ler os outros geradores.